sábado, 18 de fevereiro de 2012

cenario-politico-ilheense-pos-ficha-limpa

Com a aprovação da Lei da Ficha Limpa (LFL), apesar de não ser advogado eleitoral, descortina-se alguns pontos a serem analisados friamente.




Jabes Ribeiro – O ex-prefeito teve suas contas rejeitadas pelo TCM em 2004, onde diversos problemas foram levantados que motivaram o opinativo pela rejeição. Essa conta, pelo que consta no site oficial do TCM: http://www.tcm.ba.gov.br/contas.shtml, selecionando o município e o exercício, demonstra que não houve informação do Poder Legislativo local para o TCM sobre o julgamento das contas, pois a Egrégia Corte apenas opina, a Câmara é quem julga. Portanto, é uma inverdade afirmar que Jabes Ribeiro está inelegível, apenas por conta da rejeição de contas, somente o seria se o Poder Legislativo as julgasse e tivesse informado ao Tribunal. Para que o parecer do TCM fosse revertido, tanto da aprovação como da rejeição, seriam necessários 2/3 dos vereadores. Se eram 13, para se reverter o parecer seriam necessários 9 votos. Lembro-me, há época, na gestão de Raimundo Veloso, que se criou um furdunço danado para a aprovação das contas de Jabes Ribeiro na Câmara. Teve gente que se ausentou da votação, ou seja, teve vereador que votou a favor. Somente o Legislativo ilheense poderia informar ao Tribunal de Contas e a Sociedade qual foi o resultado desse imbróglio. Quanto aos trinta e tantos processos somente no período de registro da sua candidatura à Justiça Eleitoral vai-se solicitar todas as certidões negativas de processos, ou certidões positivas com efeito de negativas, informando os processos incursos e em tramitação, desde a Primeira Instância até a Última para registro
de sua candidatura. E aí todos vão saber se ele poderá ou não ser candidato. O que na minha humilde opinião, os adversários não devem contar com isto. Vão ter que disputar as eleições com ele, se o mesmo não desistir.

Alisson Mendonça –A questão de Alisson é diferente. Apesar de ter as contas rejeitadas pelo TCM, este Órgão é quem julga as contas do Poder Legislativo. Enquanto no Poder Executivo, o TCM opina, no Legislativo a situação é de julgamento. No biênio de 2007 a 2008, a Câmara de Vereadores foi administrada por Alisson. A motivação da rejeição de contas do ex-presidente foi: Ausência de Licitação no valor de R$20.069,37; contratação de pessoal sem concurso público; ausência de termo de contrato para pagamento de plano de saúde; Não comprovação de publicação do Relatório de Gestão do 3º. Quadrimestre; dentre outras falhas de somenos importância. Isto em 2007, através do Parecer Prévio 876/08. Em 2008, as falhas continuaram: Ausência de Licitação no valor de R$530.182,85, descumprindo a Lei Federal N.8.666/93; Contratação de Pessoal sem concurso Público; Ausência de comprovação de Diárias; e, saque da conta do Banco do Brasil, no valor de R$107.028,61, sem documentação contábil de suporte (Notas Fiscais e Recibos). O pior de tudo é que não foi dada a publicidade dos relatórios de gestão 1º. ao 3º. quadrimestres. No meu entendimento, estas rejeições reiteram que a situação de Alisson não é tão boa assim, haja vista a predominância de um comportamento de gestão. A informação que a rejeição das contas seria somente pelo pagamento de verbas de representação e de ajudas de custo para a gestão do Poder Legislativo, é importante para a rejeição, mais não é apenas por este único e exclusivo motivo. Sinceramente eu não apostaria na saída de Alisson. Estes motivos acima podem ser utilizados contra ele a qualquer momento, mesmo que ele mantenha a sua candidatura. É uma situação que poderá constranger o partido e o fragilizar ainda mais.

Manifestantes acusam governo de ´sequestrar´ policiais da Rondesp

Centrais e entidades sindicais, policiais e parentes dos sete PMs da Rondesp de Ilhéus que estão presos em Salvador após participarem da greve da Polícia Militar, protestaram pelas ruas do Centro Histórico no final da manhã desta sexta-feira (17), pedindo a imediata liberdade dos militares. Durante a passeata não faltaram críticas ao governador Jaques Wagner e acusações de que o governo baiano "sequestrou" os policiais quando estes se apresentaram ao Comando Regional de Policiamento e não retornaram mais para casa.




"Preso quem vai é ladrão. Meu marido foi sequestrado. Sei que não casei com um marginal. Convivo com um pai de família exemplar que sabe dos seus deveres", disse uma manifestante ao lado da filha que chorava bastante. "É brincadeira mentir, dizer a ela que o pai não chegou em casa por que está trabalhando no carnaval de Salvador?", perguntou emocionada aos presentes.



O ato percorreu as principais ruas da cidade e terminou em frente ao Palácio Paranaguá, sede do governo municipal. Manifestantes portavam faixas cobrando mais respeito com os policiais detidos e suas famílias. "Por que aprisionar quem garante a nossa liberdade?", indagava um deles. Em outro, policiais informavam: "somos a lei e não os ladrões". Uma criança, emocionada, pedia a esposa de um outro policial detido, que segurasse o cartaz para ela. "Papai, estou com saudades. Você não é o vilão e, sim, meu herói", escreveu.



Informações do Jornal Bahia Online e fotos de Alfredo Filho

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Policiais que impediram saída de viaturas praticaram 'ato criminoso', diz Wagner

A abertura de processo administrativo disciplinar contra os soldados José Januário Félix Neto, José Roberto dos Santos, Márcia Batista de Oliveira, Renata Tereza Brandão Meireles, Valéria Rodrigues Morais e Wadson Pereira de Andrade, todos lotados no 15º Batalhão de Polícia Militar da Bahia em Itabuna, levantou posicionamentos opostos. Durante greve de parte da corporação, os seis profissionais da PM permaneceram aquartelados, sem uniforme e não permitiram a saída de viaturas. Ao ser perguntado pelo Bahia Notícias se a instauração do processo contrariava o acordo firmado entre o governo e os policiais, o governador Jaques Wagner foi enfático: “Não. Porque o ato é criminoso”. O chefe do Executivo estadual prometeu anistia a quem tivesse participado pacificamente da paralisação. O posicionamento foi reiterado pelo capitão Marcelo Pita, do setor de Comunicação da PM. “A anistia administrativa é para os que tiveram falta, não para os que participaram ativamente do movimento. Se você apenas faltou ao serviço e se manteve em uma linha de não impedir que o colega trabalhasse, tudo bem”, declarou. Pita destacou ainda que, durante o processo, os soldados terão assegurado o direito à defesa e será respeitado o contraditório. Já o presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia (AOPMBA), tenente-coronel Edmílson Tavares, levantou dúvidas sobre o aspecto criminal do episódio. “Eu não acompanhei a situação de perto porque eles não são filiados à associação, mas, a princípio, não concordo. Poderia ser aberta uma sindicância antes do processo para apurar a forma como isso aconteceu, se foram utilizadas armas, por exemplo”, defendeu Tavares. Ele ressaltou o mesmo ponto mencionado pelo capitão Pita – o de que haveria investigação e eventual punição apenas para quem cometeu crimes.( Bahia Notícia )

sessao-solene-abriu-as-atividades-na-assembleia-legislativa-da-bahia

Na manhã desta quarta-feira (15), a deputada Ângela Sousa (PSD) participou da sessão solene para abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa da Bahia, com a presença do governador Jaques Wagner que apresentou relatório das atividades do ano passado.




A deputada Ângela Sousa cumprimentou o governador e parabenizou pelo esforço em mudar os destinos da Bahia, promovendo o desenvolvimento em todo Estado, além de ressaltar a importância das negociações para o fim da greve da Polícia Militar, a qual causou muita insegurança na população.



Em seu discurso, Wagner falou sobre a implantação da Ferrovia Oeste-Leste e Complexo Porto Sul; falou também sobre a greve da PM e entregou ao presidente da ALBA deputado Marcelo Nilo o projeto de lei que define as gratificações concedidas aos policiais baianos.



Ângela Sousa (PSD) também foi bastante prestigiada por seus colegas parlamentares e diversas autoridades pelos rumores de sua pré-candidatura a prefeitura de Ilhéus. A parlamentar agradeceu pelos apoios e disse que estará onde o povo desejar. “Este será um ano de muito trabalho na Assembleia Legislativa, nós continuaremos com a nossa responsabilidade de parlamentar” destacou a parlamentar.



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Ex-PM que ameaça queimar carretas em gravação é preso em Conquista

Foi preso nesta quarta-feira (15) em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, o ex-policial militar David Salomão, que aparece em gravações com o líder da greve da categoria na Bahia, Marco Prisco, falando em queimar carretas na Rio-Bahia. As gravações foram feitas com autorização da Justiça e exibidas em primeira mão no Jornal Nacional.




O mandado de prisão foi da 2ª Vara da Justiça, em Salvador. Salomão foi preso pela Polícia Federal. Ele ficará preso no presídio de Conquista até ser transferido para Salvador.



Salomão é advogado e presidente da Centro de Assistência dos Policiais Militares e Associados (JUSPM) de Vitória da Conquista. Na gravação, Prisco é ouvido chamando os policiais de Conquista para irem a Salvador fortalecer o movimento. Salomão fala que vai queimar carretas ou viaturas na BR-116, mas esses atos de vandalismo não foram registrados durante a greve.



Depois da matéria veiculada no Jornal Nacional que denunciou Salomão como articulador de uma ação de vandalismo na greve da PM. Ele concedeu uma entrevista ao site Núcleo de comunicação , onde revelou, dentre outras coisas, a íntegra da conversa que foi editada pela Rede Globo.



Preso durante “Operação Gandu/Pojuca”, delegado denunciado pelo MP é demitido

Preso durante a 'Operação Gandu/Pojuca', deflagrada conjuntamente pelo Ministério Público estadual, por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco), e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) em abril de 2011, o delegado Madson dos Santos Barros ( Foto ) foi demitido pelo Estado ontem, dia 15. A demissão decorreu de procedimento administrativo instaurado pela Corregedoria da Polícia Civil após a SSP e o MP darem início a investigações criminais que resultaram em duas denúncias apresentadas contra o delegado de Gandu e outros integrantes da quadrilha acusada de “executar” Marcos José dos Santos Barbosa.




Governistas não conseguem acordo para votar GAPs

Os deputados governistas não conseguiram convencer a oposição na Assembleia a votar hoje por acordo o projeto enviado pelo Executivo com as melhorias salariais para os policiais militares, o reajuste de 6,5% no salário e o escalonamento para a Gratificação por Atividade Policial (GAP).




“O projeto das GAPs só vai ter efeito em novembro e, além disso, ninguém viu o projeto ainda, só sabemos o que o governador está dizendo. Não tem sentido a gente votar o projeto em pleno Carnaval se ele só vai ter efeito em novembro, a gente pode votar em qualquer mês até lá”, disse à Tribuna o deputado Reinaldo Braga (PR), o líder da minoria na Assembleia.



Braga afirmou ainda que o bloco da oposição vai solicitar uma audiência com o secretário da Fazenda do Estado (Sefaz), Carlos Martins, para saber se não existe mesmo a possibilidade de o pagamento da GAP 4 ser adiantado para março, como pleiteiam os policiais militares.
 
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